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Uma visão psicobiológica da personalidade limítrofe

Abstract

OBJETIVO: Revisar e reformular o conceito de distúrbio de personalidade limítrofe à luz dos avanços da neurociência e do desenvolvimento da infância. MÉTODO: A A base de dados Medline foi pesquisada utilizando-se as seguintes palavras-chave: personalidade limítrofe, regulação das emoções, neurobiologia, abuso sexual na infância, estabilizadores de humor. RESULTADOS: Existem predisposições genéticas a traços específicos de personalidade que parecem ser centrais aos conceitos de distúrbio de personalidade limítrofe. Esses traços combinados com relações de apego problemáticas e com abuso sexual na infância dão origem a vários efeitos conhecidos como distúrbio de personalidade limítrofe. CONCLUSÕES: O distúrbio de personalidade limítrofe é um distúrbio de regulação das emoções causado por fatores genéticos e interpessoais. IMPLICAÇÕES CLINICAS: As medidas preventivas deveriam ser direcionadas ao ambiente da primeira infância e à qualidade e disponibilidade de figuras de apego. O enfoque do tratamento deveria ser direcionado principalmente para a regulação das emoções, através de medicamentos, psicoterapia e treinamento de habilidades. Pesquisa básica a respeito da relação entre neuropeptídeos e serotonina poderiam levar a novas abordagens de intervenções psicofarmacológicas. LIMITAÇÕES: A pesquisa na área neurocientífica baseia-se principalmente em experimentos com animais e não podem ser totalmente extrapoladas para humanos. Há muito poucos ensaios clínicos randomizados controlados de antidepressivos e estabilizadores de humor em distúrbio de personalidade limítrofe. Devido à vastidão da literatura clínica e neurocientífica, essa revisão teve um enfoque selecionado. OBJECTIVE: To review and reformulate the concept of borderline personality disorder in the light of advances in neuroscience and infant development. METHOD: Medline was searched using the key words: borderline personality, attachment, affect regulation, neurobiology, childhood sexual abuse, mood stabilizers. RESULTS: There are genetic predispositions to specific personality traits which appear central to the concept of borderline personality disorder. These traits combine with impaired attachment relationships and childhood abuse to give rise to the constellation of difficulties known as borderline personality disorder. CONCLUSION: Borderline personality disorder is a psychobiological disorder of affect regulation caused by genetic and interpersonal factors. CLINICAL IMPLICATIONS: Prevention should be directed towards the early childhood environment and the quality and availability of attachment figures. The focus of treatment should be the regulation of affect by means of medication, psychotherapy and skills training. Basic research on the relationship between neuropeptides and serotonin could lead to new approaches to psychopharmacological intervention. LIMITATIONS: Neuroscientific research is based primarily on animal experimentation and may not be fully extrapolated to humans. There are very few randomized controlled trials of antidepressants and mood stabilizers in borderline personality disorder. Due to the vastness of the neuroscientific and clinical literature, this review is selective in focus.

Authors

Eppel AB

Journal

Trends in Psychiatry and Psychotherapy, Vol. 27, No. 3, pp. 262–268

Publisher

FapUNIFESP (SciELO)

Publication Date

December 1, 2005

DOI

10.1590/s0101-81082005000300005

ISSN

2237-6089
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